Bem vindos ao meu Blog de poemas ainda não editados em livro, embora já registados.
Tentarei colocar também outros artigos, mas isso depende da disponibilidade e os outros meus blogs encontram-se já repletos dos mais variados temas. ----------------------------- Laura B. Martins
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Outrora se amilhavam asnos, porcos e galinhas. Hoje em dia há galinheiros, pocilgas e estrebarias oficiais, onde se amilham escritores.
(Rui Barbosa e Dever da Verdade, 23)
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nos meus blogs e aprecie.
Muito grata pelas suas visitas
março 10, 2008 |
Poema-Bacalhau da Páscoa
(Lar para Idosos na Provedoria portuguesa de S. Paulo - Brasil
gerida por um casal brasileiro)
Afinal, o bacalhau teve direito ao seu grão.
Todos temos bom e mau: - Parabéns, senhor Bagão!
Com muito boa vontade, mesmo havendo quem não gosta,
aumenta a Provedoria em camas e mesa posta.
O Ministro português pode não ter feito nada!?!?
Mas acertou, desta vez… Bagão Félix: Obrigada!
Batatas, couves, azeite, serão servidos à mesa.
Os idosos, com deleite, saborearão surpresa.
Daqui saúdo emigrantes que têm proporcionado
muitos e belos instantes ao idoso e reformado.
Quando já se imaginavam perdidos, sem ilusões...
eis que por eles velavam uns bondosos corações!
Emigrantes portugueses, em terras d'além fronteiras,
dão com brasileiros corteses. Já têm «eiras e beiras».
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(Nota:
há um ditado português que diz «sem eira, nem beira» referindo-se a alguém paupérrimo e desvalido)
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19/03/2005
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 12:00 AM
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fevereiro 10, 2008 |
Poema-Pardais do m/jardim
Ena, tanta passarada a chilrear no jardim.
Está na hora de comerem... Há um vai e vem sem fim.
É costume, aqui em casa, pôr um prato com migalhas
em cima do compostor. E eles não gostam de falhas.
Já passa um pouco da hora... Estou atrasada, bem sei.
Abri agora um saquinho de mistura; inda não dei.
Comprei ração melhorada da boa, para canários.
Eu quero ver se os pardais melhoram os pios diários.
No Guiness, ter um nome famoso desejo, um dia,
por gerir como maestro dos pardais a cantoria.
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3/07/2007
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 11:45 PM
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janeiro 10, 2008 |
Poema-Guerr. da PAZ
Avançam as guerreiras;
correrias
de fogo. Pequenas mãos
baldes carregam;
e, de jardins, as mangueiras
trazem, ninharias...
lutam... esforços vãos...
no fumo cegam.
Mulheres portuguesas,
são pavoas,
enquanto o monstro se acerca
e tudo arrasa.
Do sexo fraco,
proezas de leoas;
antes que o demo lhes perca
as suas casas.
Espetos empertigados,
abraçadas...
ao ver a água desaparecer...
brandem ramos, cajados,
desoladas...
na triste mágoa
do fogo não deter.
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4/08/2003
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 11:31 PM
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dezembro 10, 2007 |
Os doces da Io Apolloni
(3º Poema do meu novo livro "Loisas e Coisas")
Chegou, viu e ficou pra descansar;
mas, na verdade, não conseguiu parar,
na terra sossegada que a conquista.
A mulher jovem, dos anos sessenta,
prossegue, deita a mão, e tudo tenta:
é alguém de coragem, uma artista.
Na vida, nunca deu tréguas ao medo.
Avança, começa a trabalhar cedo,
relegando a saudade pra um canto.
Símbolo de beleza escultural,
revive em doçaria artesanal.
O seu livro de doces: um espanto!
Do palco, as saudades, não as nega.
Vai fazendo o que pode, não é cega,
sabe que nada volta para trás.
Apesar de não ser uma paixão
tem gosto pelos doces, boa mão;
de governar-se sozinha, é capaz.
Inda acredita que a vida lhe reserva
um novo amor. À espera se conserva.
De cuidar corpo e mente sempre insiste.
Ama a velha oliveira do quintal.
Pretende criar mais que um animal.
A Io Apolloni não desiste!
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20/04/2004
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 12:33 AM
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novembro 10, 2007 |
Poema - Arrogância!
(3º Poema do meu novo livro "Escrito no vento")
Pensas que sabes fazer
tudo na vida, e bem feito.
Isso, é bom de se dizer.
Há que seguir o preceito!
Se te querem ensinar,
suspiras. Não compreendes.
Até o próprio calar
nos diz: «fazes como entendes».
Quem está de parte compara;
contigo, fala depois.
Ateimas! Olhos, repara:
Quatro, vêm mais que dois!
Conta com a experiência
dos outros. A humildade,
é um dom. Não tem ciência!
Não és dono da verdade!
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24/07/2005
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 12:07 AM
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outubro 10, 2007 |
Poema - "Vão trabalhar, malandros!"
(2º Poema do meu novo livro "Politicadas")
Dos patetas dos doutores, são tantas as atoardas
que vos digo, meus senhores: São histórias com grandes barbas:
Já estamos habituados a ler jornais, ver TV,
esperando ser informados mas, só broncas, ninguém crê!
Agora é "Flexigurança", dum «primeiro» visionário
que nos faz entrar na dança, deixa o país ao contrário.
Ó Senhor Primeiro Ministro não vá, de novo, ao estrangeiro.
Traz ideias, vem sinistro... O país não tem dinheiro!
Quer comparar Portugal à Dinamarca? À Holanda?
Dê-nos um subsídio igual!... A sua ideia tresanda!!!!!
Proponha uma aliança com cada país citado.
Se houver condições... lá vamos, à procura de ordenado!
Só ficam os reformados aqui, para atrapalhar.
Olhe, pegue aprisionados e ponha-os a trabalhar!?!?!?
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28/11/2006
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 12:38 AM
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setembro 10, 2007 |
Poema - "Morte duma ave"
(2º Poema do meu novo livro "Animais e reflexões")
Que importa o seu nome, se é grande ou pequena
Se a ave nos morre… temos tanta pena!
Desde o belo cisne ao mini-pardal,
vai-se um companheiro… faz-nos tanto mal…!
Pode estar lá fora ou dentro de casa.
Quando ela se vai… o choro transvaza.
Belas criaturas de longa plumagem
ou penas curtinhas, levadas p’la aragem.
Um pássaro, apenas um monte de penas
que faz companhia, nos torna serenas
a suavidade do seu deslizar
seja dentro d’água ou a voltear
no azul do céu, sobre uma campina…
Sinónimo d’ave será bailarina?
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1/02/2006
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 12:07 AM
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agosto 10, 2007 |
Poema - "Primavera invernosa"
(2º Poema do meu novo livro "Constatando que...")
Que triste se me afigura o céu cinzento
quando nas frinchas das janelas sopra o vento,
a chuva gélida cai no empedrado...
Que triste dia onde o sol não despontou,
só castelos de nuvens arrumou...
de nevoeiro, o horizonte está toldado.
Há nuvens baixas, ao meio cortando a serra;
fantasmagórica paisagem que, na terra,
invade tristemente os corações.
Um avião, lá bem no alto, sobrevoa
a minha casa. Não se vê, somente atroa
os ares, e do sol possui visões!
Fechada no conforto do meu lar
vêm, à mente, os pensamentos assomar,
e conjecturo sobre a felicidade.
Devia ser feliz! Há muita gente
a morar em barracas e, contente,
reage bem à infelicidade!
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24/03/2006
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 11:47 PM
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julho 10, 2007 |
Poema - Era uma vez uma ursinha
(2º Poema do meu novo livro "...dos meus tempos de criança!")
Era uma vez uma ursinha, com um vestido de estrelas,
que caminhava sozinha, e procurava por elas.
De tanto, tanto que andou, cansou-se; e pôs-se a chorar.
Até que um anjo passou, e resolveu perguntar:
- Ó ursinha, o que tens tu para chorar assim tanto,
que o teu lencinho já pinga; tão molhado está de pranto?
Entre duas fungadelas, a ursinha respondeu:
- É que eu não acho as estrelas. Estarão todas no céu?
- As estrelas que tu queres, são cada um que morreu.
- responde o anjo. Preferes também tu ir para o céu?
A ursinha, pensativa, olha o anjo e contrapõe:
- Estou um bocado à deriva... Tanto, também não se impõe!
Olhando para o vestido e reparando, enfim, nelas,
diz a ursinha atrevida: - Achei as minhas estrelas!!!!
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30/11/2003
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 07:29 PM
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junho 10, 2007 |
Poema - Euro 2004
(2º Poema do meu novo livro "...até que a voz me doa")

Pois é! Há futebol no meu país.
Não gosto. É aquilo que eu não quis
ver na minha TV, nem no estádio.
Jamais li um artigo sobre bola;
quem gosta... sempre achei que era estarola.
Vivo a mudar as estações do meu rádio.
Mas o Euro chegou, em plenitude.
Apesar de manter esta atitude
em relação à bola, sou vaidosa
Então, entrei na dança da bandeira;
e, na janela do sótão, altaneira,
ondula uma bem grande, esplendorosa.
Perdemos a moeda portuguesa!
Do mais que perderemos, com certeza,
ninguém sabe dizer-nos... ou não quer.
Pois que flameje a bandeira portuguesa,
de 5 quinas ao vento. Chama acesa
enquanto pode ter escudo e ser mulher.
Não faço propaganda ao futebol.
Mas quando penso em estrangeiros, e no rol
de turistas em número anormal...
Inflama-se-me o peito d'altivez:
- Aqui, senhores, é solo português!
- Aqui, senhores, se chama: PORTUGAL!

10/06/2004
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 06:56 PM
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maio 10, 2007 |
Poema - "ECOS"
(2º Poema do meu novo livro "Evasão Espiritual")
(ecooooo…… ecoooo…… ecooo….. ecoo....)
Sou a mulher dos silêncios opressivos,
bem longe dos bulícios desvairados.
Sós nas escarpas inóspitas, cativos,
ecoam, por momentos libertados,
sons fugidios, cadentes, reflexivos...
que morrem, docemente sequestrados.
Na imaginação do oprimido
há fugas celebradas, evasões.
Soberbas asas cortadas, abatido,
espezinhado no seio das multidões
adquire um certo ar envelhecido,
«patine esverdinhada» de ilusões.
Descrente d'alma gémea, neste mundo,
isolada no cimo da montanha,
tornei-me um espírito livre, vagabundo,
desconfiada de qualquer artimanha.
O sepulcral silêncio onde me afundo,
transforma-se em cratera que abocanha!
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21/07/2005
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 11:46 PM
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abril 02, 2007 |
Poema - Sonhos
(2ºPoema do meu novo livro "Introspecção")

Sonho crepúsculos, céus...
amanhãs em pura seda...
neles me deito... e deleito.
Caminhando na vereda
sinto as árvores vazias...
ramagens enegrecidas...
nelas me vejo... e revejo
noutras formas... outras vidas.
Eternidade dos sonhos
que altas horas me acompanham...
Adejam pombas... os lobos
feros dentes me arreganham.
Estrelas ímpares caem...
decadentes... sorrateiras...
Nos países, há soldados
a morrer pelas bandeiras.
Tenho sonhos que vagueiam
algures aí... à toa...
São pensamentos que anseiam
sair... E a mente leiloa!
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1/03/2004
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 09:55 PM
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março 07, 2007 |
Poema - "Rosas"
(2º Poema do meu novo livro "Reflectindo")
Porquê tantos espinhos, belas flores?
Porquê, essas defesas dolorosas?
Porquê picar os dedos, causar dores
a quem as vê abrir, maravilhosas?
Porquê tanto perfume, tantas cores
que enfeitiçam os olhos dos passantes?
Porquê espalhar, à volta, mil odores,
e oferecer espinhos lancinantes?
Porquê num chamariz se transformarem
se, colhidas, não querem perecer?
Porquê de «flor mais bela» se chamarem?
Porquê tanta beleza oferecer?
Porquê todos, no mundo, cativarem
se maltratam e picam por prazer?
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28/03/2005
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 11:24 PM
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fevereiro 02, 2007 |
Poema- "MªSªde Fátima"
(2º Poema do meu novo livro "Minha Senhora de Fátima")
Ó minha rica Senhora
de Fátima, protegei-nos!
Deixai que entremos no céu.
Venham a nós Vossos Reinos.
Deixai viver nossa vida.
Afastai os pecadores.
Senhora, com tua mão,
trocai as balas por flores.
Ó Imaculada Virgem,
protegei-nos as crianças.
Deixai-as livres no mundo;
longe das guerras, vinganças.
O Paraíso perdido
mostrai, aos homens contritos.
Sede de novo, Senhora,
o socorro dos aflitos.
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13/05/2004
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 02:09 AM
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janeiro 02, 2007 |
Poema "Aniversário"
(2º Poema do meu novo livro "Dar tempo ao tempo")
Fazer anos e mais anos
é ver a vida passar.
Em novos: - Nunca mais chego!
Em velhos: Irei chegar?
Fiz ano! Que grande seca!
Faço um de cada vez.
Se pensar em ‘fazer anos’,
penso num em cada mês.
Todos juntos, já são muitos.
Mas, tem gente sem juízo:
- Diga lá, quantos me dá?
Que os tirem, é que é preciso!
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6/08/2001
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 01:53 AM
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dezembro 02, 2006 |
Poema "Comezainas à portuguesa!"
(2º poema do meu livro "Caldinhos e afins")
Poema "Comezainas à portuguesa"

Desculpem, todo o poema ser disto; parece, até, lista de restaurante.
É dedicado aos portugueses, está visto. A todo aquele que for emigrante!
É a boa «sardinha» à portuguesa... De Peniche, nos vem «sopa de peixe».
E aquela rica «posta à Mirandesa»? «Cabrito assado», em Braga, sem desleixe.
Em toda a costa portuguesa - «caldeirada»! Enorme «costeleta» - Mala Posta!
«Leitão assado»? É bom, na Mealhada. «Queijos da Serra e Azeitão»... são pra quem gosta!
Em Mirandela, são famosas as «alheiras». Tudo que é zona ribeirinha - «peixe assado»!
Os «vinhos do Alentejo e das Beiras»...! «Fruta» docinha neste canto abençoado!
«Enguias» na Lançada, junto a mim. «Frango na púcara», de morte, em Alcobaça.
«Sopas e açordas» no Alentejo, é um sem fim. E a «doçaria portuguesa» é uma graça.
Há, neste belo cantinho português, em Chaves «delicioso presunto».
Quem cá vier... volta. E torna-se freguês! Não há melhor, por mais que puxe p'lo bestunto!
Porque, em Coimbra, ninguém foge da «chanfana» e, até o «mel» é uma delícia, em Portugal,
quem degustar coisa estrangeira... bem se engana: - Não há melhor do que o produto Nacional!
É porco preto, javali, sei lá que mais! Carnes gostosas e mariscos de morrer.
Temos azeites, conservas fenomenais. Aqui, a gente «bota os outros pra correr»!
Não é por mal, se não lhes falo doutros lados. Que me desculpem, os demais (vários) petiscos;
também as terras onde são confeccionados. Em Portugal, para comer, não somos piscos!
Um «bacalhau com todos» é divino! Um vinho branco fresco, a acompanhar....
Vamos, senhores emigrantes, é destino: - Venham, em Portugal, férias passar!
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Palmela
26/03/2005
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 03:54 PM
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novembro 02, 2006 |
Poema - J A M A I S !
(2º poema do meu livro "SIGNOS")
(Signos do Zodíaco)
Jamais te identifiques com alguém
que não partilhe a tua identidade.
O modo de visão, de cada quem
e cada qual, é que nos mostra a verdade.
Jamais o ser humano mudará
e, (cada um é como é), como nasceu
por dentro, a sua vida seguirá;
só o exterior envelheceu.
Toma atenção ao signo das pessoas,
características primárias, principais;
porque, mesmo sendo pessoas boas,
o ser humano não se mudará, jamais.
Jamais te cases com alguém que não reuna
as qualidades semelhantes. No amor,
durante a vida, tu verás quem não assuma
que estás correcta, terminar tudo em rancor.
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10/07/2002
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 01:53 AM
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outubro 02, 2006 |
Poema "Vira-casaca"
(2º poema do meu novo livro "Conversa Fiada!")
Lá vem o «vira-casaca»...
vira tudo do avesso.
Até nos fatos de alpaca
esconde etiquetas e preço.
Não é por não ter peneiras
que ele os esconde, tem medo.
É uma questão de maneiras...
de ser rico, quer segredo.
De mão estendida, qual pobre,
vai os outros enganando.
As boas roupas encobre...
e a todos vai roubando.
O «vira-casaca» tem
particular alfaiate
e, em S. Bento ou Belém...
sempre alguém onde se engate.
Por não ser de confiança,
e a todos querer servir...
tem que estar numa balança;
ver pra que lado cair!!!
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2/04/2005
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 03:21 PM
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setembro 02, 2006 |
Poema "Ele há cada uma!!!
(2º poema do meu novo livro "Animais imperdíveis!")
Tem vaca no banho? Mas que grande pinta!
As tetas cheirosas, lavada, distinta...
Tem vaca banhada? Coisa divinal!
Mas, o leite aguado... Parecerá mal?
Saracoteando-se, a vaca malhada,
canta enquanto espalha água, estabanada.
As ventas abertas, num olho o xampu...
talvez chateada, diz mu-u-u-u!
Na cauda, bem presa, ela a escova empurra.
Será que se banha com leite de burra?
Esta D. Vaca, automatizou-se.
Para quem gostar, tem leite já doce.
Em vez do sabão que só faz espuma,
lava-se com mel. Ele há cada uma!
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27/05/2005
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 01:09 AM
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agosto 02, 2006 |
Poema "Fogo!"
(2º poema do meu novo livro "Eu vi!")
Eu vi... Portugal inteiro,
tomado pela emoção
quando, em Verão traiçoeiro,
esta terra num braseiro
se tornou, chorar em vão.
Porque o fogo, às escondidas,
brincava com todos nós.
Lambia as casas perdidas,
galgava serras, vencidas,
vinha... ao som da nossa voz.
É um bandido bonito,
assassino aterrador,
medonho e lindo; o maldito.
Acendem-no com um fito:
ver-lhe a beleza, o fulgor.
De línguas mil, o malvado,
é belo de estarrecer.
Labaredas de encarnado
e amarelo que, a correr,
lhe sustentam o bailado.
Serpenteia na floresta,
d'arvoredo centenário.
Eleva-se, ruge em festa,
colorido, desembesta.
Combatê-lo é um calvário.
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14/09/2003
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 05:16 PM
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julho 02, 2006 |
Poema "Bodas d'Ouro"
(2º poema do meu novo livro "Loisas e Coisas")
(Bodas de Ouro da minha amiga Olga Pacheco-Coruja)
Receba os "PARABÉNS", Coruja amiga!
Queira Deus que, na vida, sempre siga
acompanhada pela escolha de menina.
Que Deus te dê um fio de esperança
numa vida de eterna Paz. Bonança,
na última viagem peregrina.
Não percas esse olhar maroto e meigo,
cabelos de ouro velho e esse teu jeito
maduro e lindo de mulher-avó.
Deves mostrar aos netos a beleza
dum casal em desuso, (com certeza!...)
que há mais de cinquent'anos deu o nó.
Há muito tempo caminhas ao meu lado.
Mesmo sem férias, tenho-me consolado
com as imagens que me envias a granel.
A tua terra é bonita pra valer
Quem sabe, um dia, o Brasil possa conhecer,
dar-te um abraço e invejar o teu anel?
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15/04/2005
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 05:03 PM
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junho 02, 2006 |
Poema "Preconceito"
(2º poema do meu novo livro "Escrito no vento")
Se a cor da tua pele é diferente
e o tom não se parece com o nosso,
só por isso te estranha tanta gente?
Deus distribuiu tudo e disse: - É vosso!
Mandou usufruir desta riqueza.
Mandou-nos conjugar o verbo amar.
Ofereceu a todos a beleza
sem discriminação de cor, lugar.
Era suposto, então, sermos irmãos.
No mundo, é tudo um pouco aparentado.
Era suposto, então, darmos as mãos;
não ser, nenhum de nós, atormentado.
Vivermos sem receio e medos vãos
é um direito a todos consagrado.
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12/09/2005
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958/font>/font>
Publicado por Littlehut em 04:43 PM
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maio 02, 2006 |
Poema "Polícia... é Notícia!"
(1º poema do meu novo livro "Politicadas")
 Bota a boca no trombone!!!
Portugal é um país de casos muito engraçados.
Nuns torcemos o nariz, noutros ficamos pasmados.
Foi na zona do Barreiro - mais exacto, Lavradio.
Um caso, assaz rotineiro, terminou em desvario.
A Polícia foi chamada por causa duma emergência
mas, terminou apeada. Está a Polícia em falência!
Na esquadra estava ao serviço um carro, há bem poucos dias.
Cem metros andou - nem isso - cai o motor(???) Que arrelias!
Caiu do carro-patrulha bem na faixa de rodagem.
Houve acidente, houve bulha ou, quem sabe, malandragem!
Mais ridículo ainda, é que o carro rebocado
cai de podre mas não finda. Espera, até, ser arranjado!?!?!
Quem manda tal velharia para perseguir bandido,
do seu cargo deveria ir-se embora. Despedido!
É assim em Portugal; país de grandes opções.
Ninguém tem culpa. Afinal, pra quê culpar os mandões??????
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8/09/2006
(adaptação para verso duma notícia
publicada no jornal Correio da Manhã - 8/09/2006)
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 04:13 PM
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abril 02, 2006 |
Poema - Flor branca?!
(1º poema do meu novo livro "Animais e Reflexões")
Flor branca, animal ou gente? Talvez o correspondente seja a imaginação. Minha ou tua, que interessa? Mas eu, quando olhei pra essa vi um focinho de cão.
Respeito a fidelidade dos animais; a amizade demonstrada, a afeição. Da flor que abre... a riqueza. Onde estaria a beleza não fora a sua explosão?
Talvez porque sempre achei que, neste mundo sem Lei, nenhum homem tem razão(...) Gosto de flores e animais. Não gosto de muito mais!... Talvez... da Lua, o clarão!
Não interessa o que pensem. A mim, jamais me convencem que ela não tem ar de cão. Gosto de juntar os dois. Ao afagá-la, depois, quase juro ouvir: - ão, ão! ------------------------------ 22/04/2004 Laura B. Martins Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 09:30 PM
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abril 01, 2006 |
Novo livro - "Animais e reflexões"
Capa em construção
Publicado por Littlehut em 02:07 AM
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março 02, 2006 |
Rosto marcado
(1º poema do meu novo livro "Constatando que..."
No rosto ostento as marcas do destino
e, nos cabelos, os traços dum passado.
Olheiras, são da noite em desatino,
quando os sonhos se deitam ao meu lado.
Encontram-se as tormentas, trovoadas,
no meu leito; tremendas e medonhas.
Esvoaçam na mente, endiabradas
aves de negras penas e vergonhas.
Há finos ramos quais braços desnudados,
iguais a trepadeiras que amarinham !...
São rugas. Amoreiras em valados...
Em vez de frutos darem, me definham.
Cruel destino d'águia sedutora,
em cujas asas me afasto, no infinito.
Voamos livres. Sou eu a condutora
à terra firme presa, num conflito.
Deixam as sombras no olhar entrever
que a rubra boca vai soltar-se, tagarela.
Mas, no receio do que possam dizer,
a sete chaves me fecho: eu e ela!
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9/02/2006
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 01:45 AM
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março 01, 2006 |
Novo Livro - Constatando...
Será esta a capa do meu novo livro "CONSTATANDO QUE..."
 As maravilhas... podem ser pequenas!
Publicado por Littlehut em 01:31 AM
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fevereiro 02, 2006 |
A cabritinha Pelada
(1º poema do meu novo livro "dos meus tempos de criança"
Dos meus livros de criança... para as crianças d´hoje
Era uma vez... (de nome ‘Pelada’),
uma cabritinha muito preguiçada;
toda se morria por não fazer nada.
Dizia-lhe a mãe, a Cabra Ligeira:
- Tu não tens vergonha de ser preguiceira?
Ai que filha esta, que só dá canseira!
Não mexia a tal cabrinha uma palha,
chorando com fome, enquanto a mãe ralha,
dizendo: - Comer? Só a quem trabalha!
- Ouve, Peladinha! Trata de pegar
nessa corda e vai, sem te demorar,
ao Lameiro e traz erva prò jantar.
Mas... menina cabra saltou e correu
toda a santa tarde e aconteceu
sem bem saber como, nisto anoiteceu.
Viu umas luzinhas, na escuridão:
- Ai, minha mãezinha, olhos do Lobão!
Lembrou-se d’ histórias falando em Papão.
O vento passava, uivando em pinhais,
fazia: Vuum-um-um... e assustava mais.
- Será lobo mau de dentes fatais?
E a Cabra Ligeira, em grande aflição,
berrava, (pensando: Meu Deus, o Lobão!)
- Vem cá, Peladinha do meu coração!
Ao ouvir a mãe, responde: Mé-mé...
E o eco distante, fazendo: ... é... é...
Corre... catrapé... Corre... catrapé...
- Ó minha filhinha, que te aconteceu?
Só trazes a corda?... Isso vejo eu!...
E a tua ceia, que lhe aconteceu?
Tudo, a Peladinha se pôs a contar.
Foi para a caminha sem poder cear
e passou a noite toda a rabiar.
- Diz lá, Peladinha! Porque é que tu choras?
Tornava a cabrinha sem outras demoras:
- É a barriguinha... Sempre a dar as horas!
Serviu-lhe a lição. Ao amanhecer
toca a levantar, e sempre a dizer
que só quem trabalha vai poder comer.
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12/06/2002
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores nº 20958
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Adaptação, em verso, do livro:
‘Coração Pequenino’
de Mª da Luz Sobral - 1947
Publicado por Littlehut em 01:25 AM
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fevereiro 01, 2006 |
Novo Livro - ... dos meus tempos de criança
Será esta a capa do meu novo livro "...dos meus tempos de criança."
 História da cabritinha «Pelada» e outras mais
Publicado por Littlehut em 01:50 AM
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janeiro 02, 2006 |
Poema-Que os sinos de Portugal...
(1º poema do meu novo livro "...até que a voz me doa!")
Que os sinos da minha terra jamais deixem de saber
marcar as horas do dia, para a gente se mexer
ao ritmo deles, e andarmos de corações descansados,
sem pressas demasiadas ou, em horas, atrasados.
Que os sinos da minha terra jamais parem de cantar.
É como viver no campo... e o sino a cantarolar
chamando os fiéis à missa para entoarem louvor,
rezar de forma castiça, erguer as mãos ao Senhor.
Que os sinos da minha terra jamais deixem de se ouvir.
É como viver na aldeia... onde o sino ousa carpir
por quem morreu; e, no céu, vai ouvir anjos tocar.
E, os sinos da minha terra... ajudando... a badalar.
Que os sinos da minha terra jamais tenham inimigos.
Que o padre e a população sejam deles muito amigos.
Quem vem para aqui viver, deve saber comportar-se;
a ninguém aborrecer e, às regras, ajustar-se.
Que os sinos de Portugal possam ouvir-se no mundo.
E, em todo o Universo, saibam donde é oriundo
um som tão convidativo que leva para a Igreja
todos os povos unidos, e sem guerras. Assim seja!
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23/07/2003
Laura B. Martins
Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 12:39 AM
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janeiro 01, 2006 |
Novo livro - ... até que a voz...
Será esta a capa do meu novo livro " ... ATÉ QUE A VOZ ME DOA!!!"

Publicado por Littlehut em 02:32 AM
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dezembro 02, 2005 |
Olha a alvorada!
(1º poema do meu livro "Evasão espiritual")
Olha a escuridão... que assusta a minha alma. Não! A noite, não!... Não vejo vivalma!... Canta coração!... Que o cantar acalma.
Olha a alvorada... nuvens dissipando. É minha aliada...o dia moldando. Vês? Não custa nada... acordar sonhando!
Olha a nuvem negra... que foge correndo. Pra cumprir a regra... só amanhecendo. À noite sou cega... do dia dependo.
Olha o horizonte... já delineado. Mal se vê o monte... quase o outro lado...! Tenho o sol defronte... escuta-se um trinado.
Pássaros despertos... douram-se os trigais! Alguns desacertos... são simples pardais. De bicos abertos... quedam-se os demais!
Brisa desacerta... longo caniçado. Calor que desperta... esquenta-me o telhado. Estou, de dia, alerta... à noite, cuidado!
Já se põe o sol... por trás do horizonte! Fecha o girassol... escuridão no monte. Foi-se o meu farol... Que amanhã desponte!
Cala a cotovia... um melro a cantar. Paz e Ave Maria... no meu descansar. Há um novo dia... que espero a sonhar. ------------------------------- 30/12/2003 Laura B. Martins Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 01:34 AM
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dezembro 01, 2005 |
Novo Livro - Evasão...
Será esta a capa do meu novo livro "EVASÃO ESPIRITUAL"
 Evasão Espiritual... Felicidade(!?)
Publicado por Littlehut em 01:04 AM
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novembro 02, 2005 |
Poema - Indigente
(1º poema do meu livro "Introspecção")
Sou pobre; de tão pobre - indigente! Pobre de sentimentos, ilusões. Pobreza pode ter outras razões; se, endinheirada, alguém já nada sente.
Por dentro, esfarrapada, desatino. À farta mesa me sento, agoniada. Em cama de dossel, esparramada... Debaixo duma ponte me arruino.
De enfrentarem procelas, e marés, tenho navios no fundo, apodrecidos. submersos pela água. O convés
pejado dos amores carcomidos. Erosão avançando a meus pés qual térmita, em paus envelhecidos.

14/04/2004 Laura B. Martins Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 06:20 PM
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novembro 01, 2005 |
Novo livro - Introspecção
Será esta a capa do meu novo livro: "INTROSPECÇÃO!"
 ... presa na teia da vida...
Publicado por Littlehut em 12:05 AM
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outubro 02, 2005 |
Poema - Reflectindo
(1º poema do meu livro "Reflectindo")
Reflecte sempre em tudo, amiga, amigo, porque esta vida pede reflexão. Reflecte, escuta bem o que eu te digo, e pensa bem em tudo, de antemão.
Viver irreflectidamente é mau; irresponsável ser, é sempre triste. E, cuidadoso, sobe todo o degrau que a vida, em te apresentar, insiste.
Senta-te à beira da fonte, olhando a água. Senta-te à beira do mar e escuta as ondas. Do peito arranca, tudo quanto é mágoa. Esquece as ofensas e não lhes respondas.
Só vale reflectir no essencial. Encher olhos e alma de beleza. Manter espírito leve. É crucial, à cabeça fazer uma limpeza.
Purificados, assim, os pensamentos, em água benta molhada a nossa mão, por Deus, lavemos os nossos argumentos na fonte da bondade, em reflexão. ------------------------------ 18/06/2003 Laura B. Martins Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 09:17 PM
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outubro 01, 2005 |
Novo livro - Reflectindo!
Será esta a capa do meu novo livro: "REFLECTINDO!"
 Quisera que a minha inspiração fosse uma inesgotável fonte...
Publicado por Littlehut em 08:42 PM
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setembro 02, 2005 |
Poema - Fogaréus
(1º poema do meu livro "Religiosos")
Arquejam continentes, sufocados, no avançar do fogo ininterrupto. Soluçam os poetas, consternados, por verem mais além do que os corruptos.
Erguem-se vozes, a medo, em assembleias. Os ambientalistas gesticulam. Povos gritam não lhes correr nas veias sangue de interesseiros, que pululam.
Assim caminha o mundo, mutilado, esquecido do que é um paraíso; respirando ar impuro, conformado,
mas desligado de Deus, do seu aviso. Está prestes o Final, e o sagrado "subir aos céus", no Dia do Juízo. ------------------------------- 31/08/2003 Laura B. Martins Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 01:46 AM
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setembro 01, 2005 |
Novo Livro - Religiosos
Será esta a capa do meu novo livro: "RELIGIOSOS"
 A beleza da religião... em vitrais!
Publicado por Littlehut em 01:05 AM
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agosto 02, 2005 |
Poema - Tempo perdido
(1º poema do meu livro "Dar tempo ao tempo")
Recordo quando era nova e o tempo uma eternidade. Tinha o dia tantas horas... Ai, meu Deus! Quanta saudade!
Pró Natal, faltava muito. O aniversário, não vinha. Eu até achava longo de manhã para a tardinha.
Se tinha uma festa à noite, de manhã já estava ansiosa que passassem essas horas de vida tão preciosa.
Agora, os anos são meses, as semanas vão-se embora. Fico triste, hoje, se às vezes, dou por perdida uma hora! ------------------------------ 17/08/2001 Laura B. Martins Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 05:34 PM
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agosto 01, 2005 |
Novo livro - Dar tempo...
Será esta a capa do meu novo livro: "DAR TEMPO AO TEMPO"
 É preciso contemplar
Publicado por Littlehut em 05:24 PM
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julho 02, 2005 |
Poema - À pressão
(1º poema do meu livro "Caldinhos e afins")
Com um pouco de carne, e alguma soja, porque o excesso da dita nos faz mal, deitei no meu tachinho, tudo em cru, o que é refogado em Portugal.
Acrescentei tomate, bem maduro, tapei, deixei que tomasse pressão; tive, em alguns minutos, tudo pronto graças a esta incrível invenção.
Agora vinha a parte mais difícil, onde entrava mão d’obra portuguesa: acrescentar batata, arroz ou massa. Levar a obra prima para a mesa.
Não sem, antes, deitar alguns segredos, agora sem pressão, fervura rasa. Fazer a família lamber os dedos, com o meu guisado à moda da casa. ------------------------------ 30/10/2002 Laura B. Martins Soc. Port. Autores nº 20958
Publicado por Littlehut em 05:00 PM
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julho 01, 2005 |
Novo livro - Caldos e afins
Será esta a capa do meu novo livro: "CALDINHOS E AFINS"
 Gostosos e apetitosos. À portuguesa!
Publicado por Littlehut em 05:05 PM
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junho 02, 2005 |
Poema - Signos
(1º poema do meu livro "Signos")
Meu signo é Caranguejo, vivo escondida na areia. Ando de lado, rastejo, até o mar me golpeia.
Mas, Ascendente Leão, não poderás combater. Tenho garra em vez de mão, dentes pra me defender.
Meu rugido gutural na selva impõe a Lei. Tenho poder de animal que nasceu para ser Rei.
Teu signo é bem diferente; é um signo infecundo. Tua alma incoerente de Virgem fechada ao mundo. ------------------------------ 20/12/20000 Laura B. Martins Soc. Port. Autores n.º 20958
Publicado por Littlehut em 04:42 PM
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junho 01, 2005 |
Novo livro: Signos
Será esta a capa do meu novo livro: SIGNOS

Humor à volta de um tema sério. E vc, também acredita?
Publicado por Littlehut em 12:55 AM
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